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Primordial Gnosis



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Diagrama
1. A Gnose Primordial
2. A Matéria é má
3. O tempo é mau
4. O deus criador
5. A criação do mundo
6. A criação do homem
7. O Deus Incognoscível
8. Corpo, alma e Espírito
9. Três tipos de Homens
10. Satanás, opressor
11. Lúcifer, libertador
12. A Serpente da Salvação
13. Caín, o Imortal
14. Os planos do deus criador
15. Morte e reencarnação
16. Manvantaras e pralayas
17. A Grande Conspiração
18. Luz e escuridão
19. As lojas branca e negra
20. Rebeldia e oposição
21. A Iniciação Gnóstica
22. A libertação verdadeira do Espírito

Clique em cada capítulo para acessar o conteúdo.

 

15. MORTE E REENCARNAÇÃO

Em todo este processo evolutivo que o deus criador idealizou e está impulsionando, tem muita importância a morte e a reencarnação dos seres humanos. Quando um ser humano morre, morto já o corpo físico, a alma é separada do corpo levando consigo o Espírito encadeado, pois o Espírito está encadeado á alma e não ao corpo. Está unido ao corpo através da alma.

Depois da morte física, a alma se retira levando consigo este Espírito. Leva esse Espírito a outros planos e ali continua sendo castigada. Para os Gnósticos, este mundo é o inferno, está cheio de castigos e sofrimentos, desde o nascimento até a morte. Porém, depois da morte o sofrimento continua e pode inclusive ser mais intenso do que quando “em vida”. É castigada a alma por todas as condutas que teve aqui na Terra enquanto estava no corpo físico. O sofrimento continua. A alma é golpeada, castigada, “limpa” dizem alguns, até que é transladada a um novo corpo para continuar o sofrimento. Nada se salva do inferno, nem sequer com a morte. Quando a alma se separa do corpo físico, segue sofrendo, às vezes mais do que antes. Continuam os espancamentos e castigos.

E assim, através das sucessivas mortes e reencarnações, vai se modelando a conduta do ser humano. Engana-se os homens dizendo-lhes que estes castigos são para seu bem, que desta maneira os homens vão “melhorando”, “evoluindo”, “vão ficando melhores”, “mais puros”, “mais santos”, “mais parecidos com seu criador”. A seu satanás criador.

Perguntem a esse satanás criador, a quem chamam “Juiz Justo” e “Deus de Amor”, por que morrem as crianças. Perguntem também por que foi inventado tantos vírus e enfermidades. Nada responderá, porque além de injusto é surdo e cego. Os Gnósticos afirmam que o criador se alimenta das emanações produzidas pela dor e dos prantos dos homens.

Com os castigos, o demiurgo pretende que os homens se “aperfeiçoem” paulatinamente. “Aperfeiçoar-se” significa parecer-se cada vez mais com o demiurgo, o criador. Os castigos cessarão quando o homem se render ante o criador e aceitar ser como ele, renunciando a seu Espírito.

Isto é o que acontece também quando um homem ou uma comunidade de homens decide fazer uma “aliança” ou pacto de sangue com o demiurgo, a fim de que seus sofrimentos diminuam um pouco. Nestes casos, o homem ou grupo de homens envolvidos no pacto, se comprometem a renunciar ao Espírito em troca de poder e riquezas materiais. Esses homens renunciam a Tudo, em troca de muito pouco. Devem estar muito loucos ou muito desesperados para fazer um pacto de alianças com o demiurgo diabólico. Estarão firmando sua sentença de morte Espiritual e serão desintegrados quando todo o criado desaparecer.

O que devemos fazer para parecer-nos ao criador? Isso está escrito em todos os “Livros Sagrados”, inspirados por ele. Ali está tudo o que devem fazer: “adorar ao criador”, “amar ao próximo”, “não comer tal coisa”, “oferecer a outra face”, etc., etc. Ainda que algum preceito careça de sentido, isso não importa, conquanto que os obedeçamos, isso é o suficiente.

Está bem claro que o que o homem deve fazer para agradar ao criador. O que ocorre é que se trata de coisas difíceis de realizar, pois cada homem tem um Espírito preso em seu interior, que está gritando-lhe que se oponha ao demiurgo e não o obedeça. Com certeza alguns homens escutam a voz de seu Espírito mais que outros.

Para isso existem os castigos. Para isso existem as mortes e reencarnações sucessivas. Alguns homens necessitam ser mais castigados que outros para serem vencidos.

Através dos sofrimentos, chega o momento em que o homem se entrega, se rende, aceita ser como o criador da matéria. O faz para que cessem as torturas, não por outra coisa. Mas ao renderem-se deverão renunciar a seu Espírito. Deverão anular seu Espírito para demonstrar ao criador que seu convencimento é absoluto, que sua conversão não é fingida. Ao fazê-lo, seu Eu Espiritual fica absolutamente anulado, é a morte Espiritual. Já não escutará mais a voz interior que lhe gritava para que se opusesse, que nunca se rendesse, que lutasse para sempre até ser livre e que ele apenas ouvia. Triunfa assim a alma, triunfa assim o demiurgo. Este homem se converteu em “um santo”, em “um exemplo digno de ser imitado”. Para o criador é motivo de grande júbilo e alegria quando já não existe nada no homem que possa ser reflexo do Espírito. Produz-se nesse homem um vazio que é preenchido por deus. Esse homem se transformou em “um representante de deus na Terra”, em um “Deus vivente”, igual ao seu criador. Esse é um dos aspectos mais importantes do “Grande Plano” do deus criador. Para isso criou a matéria e o tempo, para isso criou todo o universo, para isso criou o homem, para isso aprisionou Espíritos Eternos.

Quando o homem se fusiona com deus, ou se “encontra em Deus”, como dizem as religiões, esse Espírito conclui sua função ali. Porém, longe de ser libertado, será amarrado novamente pelo demiurgo á alma de outro homem que se encontre em um nível evolutivo inferior, a fim de continuar utilizando-o nesse objetivo da criação: a fusão do homem com seu criador.

Os Espíritos somente serão libertos quando o criador decidir dar por encerrada sua criação, possivelmente dentro de milhares de milhões de anos. Talvez algum Espírito possa libertar-se antes, por seus próprios meios, porém isso é muito difícil. O demiurgo, sabendo que a fuga de um só de seus prisioneiros seria catastrófica para ele e para sua criação, tomou muitas precauções para que isso não aconteça.

Antes de tudo, para que este projeto funcione é necessário que os homens permaneçam dormidos. É necessário que nenhum Eu Espiritual possa manifestar-se e dizer “não concordo”, “este não é meu mundo”, “esta não é minha vida”, “este não é meu destino”, “este mundo é o inferno”.

Temos dito que do sofrimento nada se salva. Nem ainda suicidando-nos é possível escapar dos castigos com que o satanás criador infringe a suas criaturas. Corpos e almas pertencem ao criador durante toda sua vida e depois de sua morte também. A única solução está na libertação do Espírito. Esta é a tarefa mais difícil e importante que pode ser feita por um homem mediamente o despertar.

Dizíamos que o criador necessita que os homens permaneçam dormidos para concretizar seus planos. Para tanto, qualquer homem ou livro que procure despertar e libertar os Espíritos, deverá ser eliminado. Por isso todo este saber, esta Gnose, tem sido perseguida e calada.

O demiurgo necessita que os homens não despertem para conduzi-los como sonâmbulos, através de sucessivas reencarnações, a este ponto culminante da evolução em que, cansados de tanto sofrimento, aceitem renunciar a seu Eu Divino, a seu Espírito Eterno, para dissolverem-se em seu criador.

> Continue lendo o próximo capítulo: Manvantaras e pralayas

 
 


Gnose Primordial: A Religiao Proibida © 2014 by José María Herrou Aragón.