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Primordial Gnosis



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Diagrama
1. A Gnose Primordial
2. A Matéria é má
3. O tempo é mau
4. O deus criador
5. A criação do mundo
6. A criação do homem
7. O Deus Incognoscível
8. Corpo, alma e Espírito
9. Três tipos de Homens
10. Satanás, opressor
11. Lúcifer, libertador
12. A Serpente da Salvação
13. Caín, o Imortal
14. Os planos do deus criador
15. Morte e reencarnação
16. Manvantaras e pralayas
17. A Grande Conspiração
18. Luz e escuridão
19. As lojas branca e negra
20. Rebeldia e oposição
21. A Iniciação Gnóstica
22. A libertação verdadeira do Espírito

Clique em cada capítulo para acessar o conteúdo.

 

16. MANVANTARAS E PRALAYAS

À pergunta “se a criação é eterna ou vai desaparecer algum dia”, a Gnose tem uma resposta: tudo o que foi criado desaparecerá. O demiurgo cria universos e logo depois os destrói. Os rabinos dizem: “O Senhor, bendito seja, cria mundos e os destrói.” Nos ensinamentos de Shankara encontramos: “Como as bolhas de água, assim os mundos nascem, existem e se dissolvem no Senhor Supremo.”, (Atmabodha, 8). A isto os hinduístas chamam de “respirações de Brahma.” Brahma é o deus criador dos hindus. É outro dos nomes do demiurgo.

Com cada Big Bang começa uma nova criação do deus criador. É a expiração, seu aliento exalado para fora. Esta criação se expande até que ele decida colocar um fim, retraindo-a até um ponto inicial, reabsorvendo-a. Esta é a inspiração, a absorção de seu aliento (literalmente, hálito). Quando a criação chega a seu fim e é destruída, colocada a involuir, e o tempo começa a correr para trás até desaparecer, há um longo período em que o demiurgo não cria nada. Na Índia chamam esse período de “a noite de Brahma.” A cada período de criação, segue-se um período de silêncio cósmico, no qual todo o criado é levado para trás, contraindo-se até desaparecer. Depois que tudo é destruído, reduzido a nada, com outro Big Bang começará uma nova criação e assim indefinidamente.

A cada tentativa do demiurgo, seguir-se-á outra, perseguindo constantemente uma perfeição que nunca chegará.

Na Índia chamam manvantaras aos ciclos de criação e pralayas aos de destruição.

Existe uma canção que é muito comum em Israel e que chama “Adon Olam” (“Senhor do Mundo”), a qual tem um parágrafo que os faz pensar sobre esse descanso do criador quando destrói sua obra. Dizem assim os versos: “... e quando tudo deixe de existir, ele só reinará em sua majestade.” Se refere ao período de silêncio do criador, quando já não sobre nada de criado.

Quando toda a criação se derruba, o não-criado segue existindo como sempre porque é eterno, não tem princípio nem fim. Pertence ao plano incognoscível da eternidade. Somente o criado desaparece no pralaya. Somente o criado pode ser destruído.

Quando o demiurgo decidir destruir tudo o que foi criado, ou seja, quando concluir um manvantara, só ali são liberados os Espíritos não-criados que estão permanecendo aprisionados na matéria. Toda matéria, todo corpo, toda alma serão destruídos. Só o não-criado não será alcançado por essa destruição, retornando ao mundo incognoscível de onde provém.

Os Gnósticos não querem esperar milhares de milhões de anos. Os Gnósticos querem libertar-se agora, o quanto antes. E não somente libertar-se. Pretendem terminar com esse sistema satânico, com as respirações do demiurgo, com seus planos demenciais, com o tormento dos Espíritos prisioneiros, com as criações e destruições sucessivas, as mortes e reencarnações, com todo o criado, com todo o impuro e com e demiurgo também!

> Continue lendo o próximo capítulo: A Grande Conspiração

 
 


Gnose Primordial: A Religiao Proibida © 2014 by José María Herrou Aragón.