English - Español - русский
 
 
Primordial Gnosis



BAIXAR
Versão ePub eBook para eReaders.
BAIXAR ePub

 

BAIXAR
Versão PDF pronta para ler e imprimir.
BAIXAR PDF
BAIXAR PDF

 

Livro

Direitos de autor e ISBN
Diagrama
1. A Gnose Primordial
2. A Matéria é má
3. O tempo é mau
4. O deus criador
5. A criação do mundo
6. A criação do homem
7. O Deus Incognoscível
8. Corpo, alma e Espírito
9. Três tipos de Homens
10. Satanás, opressor
11. Lúcifer, libertador
12. A Serpente da Salvação
13. Caín, o Imortal
14. Os planos do deus criador
15. Morte e reencarnação
16. Manvantaras e pralayas
17. A Grande Conspiração
18. Luz e escuridão
19. As lojas branca e negra
20. Rebeldia e oposição
21. A Iniciação Gnóstica
22. A libertação verdadeira do Espírito

Clique em cada capítulo para acessar o conteúdo.

 

21. A INICIAÇÃO GNÓSTICA

A iniciação é uma cerimônia, geralmente um ato grupal, no qual se transmitem a um aspirante, conhecimentos secretos que produzirão grandes mudanças nele. Uma vez iniciado, o aspirante nunca voltará a ser o mesmo. Quando uma iniciação é verdadeira, é um ponto de inflexão na vida do aspirante. Existe um antes e um depois da iniciação, porque ocorreu algo nessa cerimônia que mudou espetacularmente sua vida, algo que não poderá esquecer nunca mais. Conheci pessoas que receberam iniciações em distintos lugares, mas em nenhuma delas notaram algo especial. Sem dúvida, não se tratou de iniciações verdadeiras. Mas quando alguém recebe uma verdadeira iniciação, sua experiência é realmente impressionante e jamais a esquecerá. Alguns comparam esta experiência com o de ter sido atingido por uma espécie de raio, no meio da cerimônia. Essa “espécie de raio” é o que produz a mudança terrível que marcará para sempre a vida do aspirante. Nunca mais voltará a ser como antes. Pelo resto de sua vida estará orientado a uma meta, o objetivo particular da iniciação recebida.

Todo homem, cedo ou tarde deverá optar por um dos únicos caminhos, opostos e irreconciliáveis, que existem para ele: a realização de sua alma ou a realização de seu Espírito. Não existe uma terceira possibilidade. O caminho da mão direita, até o demiurgo, através do aperfeiçoamento da alma ou o caminho da Mão Esquerda, até o Incognoscível, através da libertação do Espírito. A alma ou o Espírito são o que constituem a meta ou objetivo particular de uma iniciação e por isso somente existem iniciações da alma ou iniciações do Espírito. Ambas têm por finalidade facilitar o acesso do aspirante até o destino escolhido por ele.

É importante conhecer as características principais de ambos os tipos de iniciações, a fim de poder discriminar sem erro entre uma e outra. Por desconhecer estes detalhes, muitos incautos caem nas armadilhas que os conduzirão diretamente ao demiurgo. É fácil equivocar-se, pois a falta de livros e informação deve somar-se às deturpações e falsificações. Vejamos o que é necessário saber para rechaçar com eficácia a fruta envenenada que nos oferecem os serventes do demiurgo.

Em primeiro lugar, o objetivo das iniciações da alma é a fusão final com o demiurgo. Isto dever ficar claro. Se alguém nos fala de uma “união com Deus”, de “perder-se em Deus”, da “fusão da consciência individual com a Consciência Una”, do samadhi (dissolução no demiurgo), etc., saberemos que estamos frente a uma religião, seita ou movimento esotérico encolunado atrás do demiurgo. Com certeza que as iniciações que possam ser outorgadas ali, serão as iniciações da alma e não as do Espírito.

Pelo contrário, nas iniciações de Espírito, jamais se fala de fusão com nenhum deus. No final do caminho, quando se produz um enfrentamento total com o demiurgo, o iniciado deverá resisti-lo e rechaçá-lo, excluí-lo e excluir-se para sempre. Nestes casos não se falará de samadhi, mas sim de kaivalya: a separação absoluta. Mas um kaivalya especial, não só uma separação total com respeito a todo o criado pelo demiurgo. Não. O verdadeiro kaivalya compreende inevitavelmente a separação total e absoluta com o demiurgo mesmo.

Em segundo lugar, nas iniciações que conduzem ao demiurgo se procura no aspirante uma debilitação do Eu e sua posterior renúncia a ele. Todo o movimento religioso que trabalhe em favor do demiurgo dará uma grande importância a necessidade de anular o eu dos aspirantes. Para que a fusão com o demiurgo tenha êxito, é fundamental que o aspirante renuncie a seu Eu. Uma vez que o Eu se desintegrar, a casca vazia em que o iniciado se converteu será cheia pelo demiurgo. Esse homem cumpriu a meta do demiurgo, esse homem percorreu um longo caminho para terminar dissolvendo-se naquele que o criou.

Ao contrário, nas iniciações do Espírito, procura-se sempre um engrandecimento do Eu e uma acumulação de poder. Engrandecer o Eu é aproximar o Espírito. Se não existe Eu, o Espírito não pode se manifestar. Renunciar ao Eu é renunciar ao Espírito.

Em terceiro lugar, nas iniciações da alma se fala de evolução, de futuro e de progresso. “A alma deve evoluir até fundir-se com Deus.” “Toda a criação evolui até Deus”. “A sociedade humana continuará evoluindo até chegar a ser uma comunhão universal de almas”. “Cada dia que passa o mundo está melhor”.

Ao contrário, nas iniciações do Espírito se fala de retorno e de passado. O mundo marcha pela degradação até sua destruição. Nada de bom nos espera no futuro. É imprescindível a restauração de Algo que existiu no passado. Para reparar a Grande Injustiça cometida pelo demiurgo e seus seguidores, é preciso retornar até esse passado para libertar o que tem que ser liberto e destruir o que deve ser destruído.

Em quarto lugar, nas iniciações de alma se falará de compaixão, devoção, amor, generosidade e serviço. Compaixão por todos os seres criados pelo demiurgo. Amor ao demiurgo e aos demais homens. “Amor a tudo o que o Sopro de Vida Divina trouxe à existência” (este “Sopro de Vida Divina” não é outro que o da respiração de demiurgo). Servir aos demais, aos “mestres” da loja branca e ao demiurgo, “para que se cumpra o Plano da Terra”. Também fazem menção à culpa e ao arrependimento.

Ao contrário, nas iniciações do Espírito se fala do aspirante como um guerreiro que declarou guerra total as forças da matéria. Não se fala de paz mas sim de espada, se fala de luta pela liberdade e de tomar o céu por assalto. Não se fala de amor nem de devoção, nem de culpa nem de arrependimento, mas sim de dever, de honra e de vingança. Deve-se ter claro que a medida o aspirante vá se Espiritualizando, aumentam nele a agressividade e a repulsa contra tudo o que é anti-Espiritual e impuro, material e criado. Esta é a hostilidade natural do Espírito contra o demiurgo e sua obra. Se o Espírito sentisse amor pelo demiurgo e sua criação, não seria um Espírito, seria uma alma. A alma é amor puro (ao demiurgo e sua obra). O Espírito é ódio puro (ao demiurgo e sua obra).

Estes detalhes que enunciamos, nos permitirão identificar melhor de qual bando estão as pessoas ou grupos religiosos que pretendem ajudar a outros. Ao escutar-los e ler seus livros, rapidamente sabemos se estão com Deus ou com o diabo. Nesta era das trevas, em que somente se fala da “realização da alma”, dos “poderes da alma”, do “perfeccionismo da alma”, é bom recordar que, ainda que perseguida e negada, existe também um libertação e realização do Espírito.

Uma vez definidos os tipos possíveis de iniciação, veremos em seguida outras características.

Nas iniciações Gnósticas, a pessoa recebem um certo conhecimento secreto. Este não é um conhecimento qualquer, mas sim um conhecimento que produz mudanças notáveis no aspirante. Trata-se de um conhecimento especial que tem o poder de transformar quem o escuta. Os Gnósticos dão uma importância capital a esse tipo de conhecimento (já vimos que Gnose significa isso: conhecimento). Por isso, para todo o Gnóstico a salvação não se alcança pela fé, mas sim pelo conhecimento. Este conhecimento secreto, transmitido durante a iniciação, não é o final do caminho, mas sim o princípio. Este conhecimento tem o poder de despertar e orientar o aspirante a sua meta final: a libertação do Espírito. Uma vez recebido e estudado, este conhecimento vai transformando o iniciado paulatinamente, por etapas. Para alcançar a mudança radical a que aspira, a transmutação final pelo Espírito, o iniciado deverá lutar permanentemente e sem descanso. A recordação e o impacto da iniciação lhe dará forças para não retroceder jamais nem esquecer sua meta.

Em uma antiga obra Gnóstica recentemente recuperada, a qual intitularam “O pensamento trimorfo”, diz-se que a iniciação “é uma experiência de conhecimento que conduz à realidade espiritual” (a realidade do Espírito). Diz-se também que é “um processo de ascensão que é derrota do cosmos e consolidação de verdadeiro” (o cosmos é a obra do demiurgo e o verdadeiro é o Espírito). Fala do conhecimento que liberta e purifica. Fala dos “homens que perseguem o mundo do Espírito” e dos “homens que caminham na matéria”. Fala das iniciações por etapas que paulatinamente vão purificando e facilitando o caminho de ascensão até o Espírito. Nesta obra, o demiurgo é chamado de “o grande demônio”.

Geralmente, as iniciações são três. Depois das transformações que produz a primeira iniciação e quando se considerar preparado, o iniciado receberá a segunda iniciação, a qual produzirá nele outros tipos de mudanças. E assim sucederá com a terceira iniciação, com a qual o caminho até a transformação final ficará totalmente acessível.

Outra característica das iniciações é que podem ser individuais ou coletivas. Até agora falamos de iniciações individuais, quando um homem decide transpor o umbral e ser iniciado. No segundo caso é já um povo ou uma comunidade inteira, cujos membros perseguem esta transformação como um só bloco. Estes casos são bem mais raros, mas houveram vários na história. Também pode existir o caso de uma auto-iniciação, quando o aspirante se sente preparado e decide iniciar-se a si mesmo.

Também há o caso de iniciações recebidas durante o sono.

Mais adiante veremos com maior detalhe estes últimos casos.

Quais seriam as características das iniciações Gnósticas na antiguidade? Todos os livros Gnósticos que as descreviam foram destruídos. Busquemos entre os inimigos dos Gnósticos, quem puderam ler essas obras. Irineo de Lyon foi um deles. Escreveu uma obra em cinco tomos intitulada “Adversus Haereses” (“Contra as heresias”). Somente se traduziu o Tomo I, o qual é mais ou menos fácil de conseguir e no qual Irineo zomba das idéias Gnósticas. Os demais Tomos estão em grego e latim, ocultos em alguma biblioteca de difícil acesso. É compreensível, pois o Tomo II refere-se às idéias do Grande Gnóstico Marción, e se trabalha para que ninguém conheça suas idéias, para que ninguém leia sua imortal obra “Antithesis”, por exemplo. Trabalha-se para que nenhum homem possa ser esclarecido por ela, despertado por ela, a não ser que alguma das religiões do demiurgo venha logo abaixo.

Mas o Tomo III, o mais ocultado, é o que descreve as cerimônias Gnósticas de iniciação. Se estes livros, contrários a Gnose, escritos, nada mais, nada menos, por São Irineu, cheio de calúnias e ironias contra ela, são tão zelosamente ocultados... o que poderia esperar-se de um livro autenticamente Gnóstico?

A grande erudita do Gnosticismo, Elaine Pagels, teve acesso ao Tomo III de Ireneo de Lyon, e em seu livro “Os evangelhos gnósticos” nos descreve alguns detalhes da iniciação Gnóstica. Diz-nos Pagels que o aspirante tomado consciência de que antes adorava e servia ao demiurgo, a quem até esse momento havia confundido com o verdadeiro Deus. Durante a cerimônia de iniciação, o aspirante se dirige ao demiurgo declarando sua independência com respeito a ele e sua criação, comunicando-lhe que já não pertencia a sua esfera de autoridade e que havia transcendido tudo isso. O iniciado reconhece o Deus Incognoscível, rechaça a autoridade do deus criador e seus mandamentos e declara que se libertou para sempre do poder do demiurgo. A partir dali, sua relação com o demiurgo será completamente diferente.

Através da iniciação, o iniciado mudou radicalmente sua relação com o deus criador. Separou-se do demiurgo e de toda a criação. Separou- se de seu corpo e sua alma. Desvinculou-se das leis que regem o mundo ,a matéria e o tempo. Desvinculou-se de tudo, menos de seu Espírito.

Com isto voltamos ao tema da auto-iniciação. Existem homens que se despertaram um pouco e buscam desesperadamente o caminho até a libertação de seus Espíritos. Estes homens podem se auto-iniciar, produzir por si mesmo a mudança transcendente que os leve até o Espírito.

Em seguida, vou relatar-lhes a fórmula de auto-iniciação que elaborei e apliquei a mim mesmo. A noite, estando deitado e pronto para dormir, qualquer um que deseje pode repeti-la mentalmente até dormir. Diz-se assim: “Quero separar-me do deus criador e de sua criação, quero separar-me da matéria e do tempo, quero separar-me do meu corpo e de minha alma, quero unir-me a meu Espírito, quero que se liberte meu Espírito, quero ser meu Espírito, eu sou meu Espírito”.

Esta fórmula de auto-iniciação produz resultados incrivelmente impressionantes, por isso deve ser aplicada com cuidado. Pelo menos no começo, é conveniente não aplicá-la todas as noites.

Este tipo de auto-iniciação noturna nos leva aos casos em que as iniciações são recebidas durante o sonho. Neste caso o aspirante se encontra fora do corpo físico e a cerimônia acontece em outras dimensões de universo criado. Existem iniciados que receberam uma, duas ou até três iniciações durante o sonho. Outros receberam a primeira no plano físico e as restantes fora dele. Cada caso é particular, não existem dois iguais.

Durante as cerimônias de iniciação efetuadas durante o sonho, o aspirante, ainda sem seu corpo físico, está plenamente consciente de tudo o que ocorre.

Não sé as iniciações de Espírito, também as da alma podem ser recebidas em outras dimensões.

No meu caso, busquei por todo o mundo e por muitos anos a quem pudesse dar-me a verdadeira iniciação Gnóstica. No final, soube que Esse iniciado vivia todos esses anos a menos de cem metros de minha casa! Eu buscava por longínquos países aquilo que estava ao alcance de minha mão. Quando fui bater em sua porta, disseram-me que há pouco tempo havia se retirado deste mundo. Foi tão grande minha decepção que pensei que a única maneira de ascender à iniciação Gnóstica autêntica seria me auto-iniciar durante sonho, em outras dimensões do mundo criado.

Relatarei algumas experiências que aconteceram comigo.

Uma noite, em que estava lendo o livro “O rosto verde”, de Gustav Meyrink, antes de dormir, repeti mentalmente várias vezes “quero a libertação do meu Espírito”, dormindo em seguida. Transcorrera meia hora, quando fui acordado por uma potente luz. Eu permanecia com os olhos fechados, mas via uma grande luz, tudo era luz para mim. Abri lentamente os olhos e pude comprovar que essa intensa luz enchia todo o cômodo. Pensei que alguém tivesse entrado na minha casa e havia acendido as luzes. Mas não, as luzes estavam apagadas, esta era uma luz diferente, uma estranha luz que nunca havia sido visto antes. Sem me mover, passei os olhos por todo o cômodo e descobri que a luz se originava de um canto do mesmo. Fluía dali um jato de luz que havia enchido o cômodo, como uma névoa luminosa que o inundava. Ante esses fenômenos devemos tratar de não assustar-nos, recordando que o medo não existe para o Espírito. O Espírito não teme nada porque é indestrutível, imortal e eterno.

Outra noite, depois de ler umas páginas do livro “A teoria da vida eterna”, de Rodney Collin, resolvi repetir mentalmente, até dormir, as palavras “quero receber a iniciação do Espírito”. Uns quarenta minutos depois despertou-me novamente a mesma luz da vez anterior, mas agora haviam mais duas pessoas no cômodo. Eu continuava com o olhos fechados, mas “sentia” que haviam dois homens ali, junto à minha cama. Pensei, como puderam entrar, se as portas e janelas estão fechadas e só eu tenho as chaves da casa? Eu temia abrir os olhos, temia olhá-los e temia que eles percebessem que eu estava acordado. Ouvi uma voz estranha e forte: “Chamaste-nos e viemos. Agora tens medo?” Continuei sem abrir os olhos e nada respondi. Desejei escapar dali, mas temia ser atacado por eles se o tentasse. Depois escutei “não estavas preparado totalmente”, e logo “não há outra maneira”. Imediatamente cravaram na minha cabeça um espécie de agulha, sem dar tempo de reagir ou defender-me. Senti que estavam injetando uma espécie de líquido no meu crânio, com o que me pareceu ser um tipo de seringa de metal ou algo assim. Em seguida dormi. Deste dia em diante, percebi em mim uma espécie de separação com respeito ao mundo e soube desde então, com exatidão e claridade, qual era a meta que devia dedicar todos meus esforços pelo resto da vida. Também notei que minhas dúvidas e flutuações, com respeito a qual era o caminho mais direto até o Espírito, havia desaparecido.

O medo em um homem é sinal de que está ainda compenetrado com o mundo criado e com suas leis. Sinal de que ainda ama o material, seu corpo e sua alma, e não quer perdê-los. Por esta razão sua separação com tudo o que é criado deve ser paulatina. A medida que avança em sua Espiritualização, o medo vai diminuindo, uma vez que, como já dissemos, vai aumentando sua hostilidade a todo o impuro e efêmero. Estas são as provas de que um homem está perto de seu Espírito.

Anos depois, vivi uma experiência similar, depois das repetições mentais prévias ao sonho. Apareceu a mesma luz e os mesmos homens. Desta vez a mesma voz disse: “Já não há medo”. E em seguida apoiaram na minha cabeça um estranho instrumento de emitia um espécie de raio laser, com o qual gravaram no meu crânio uma estranho sinal de forma geométrica. Depois esta segunda experiência, menos invasiva que a primeira, percebi que estava avançando até meu Espírito sem olhar atrás nem para os lados. O caminho tinha sido aberto completamente, havia se transformado em uma via direta pela qual somente restava transitar.

A terceira experiência iniciática tem por finalidade facilitar e favorecer a transmutação final, a Salvação Verdadeira.

> Continue lendo o próximo capítulo: A libertação verdadeira do Espírito

 
 


Gnose Primordial: A Religiao Proibida © 2014 by José María Herrou Aragón.